Amor capaz de desestabilizar um país

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Clara e Manuela são amigas de infância. Filhas de exiladas políticas, elas só retornam ao Brasil em 1984. Depois, as duas estudaram no mesmo colégio, no Rio de Janeiro.

Já adultas, Clara passa a trabalhar com cinema no Brasil, enquanto o desejo de voar de Parapente leva Manuela às montanhas do Equador. Ela começa a aprender espanhol e termina por ficar mais tempo do que havia imaginado no país. Manuela aprende espanhol, é contratada por uma Universidade e se interessa cada vez mais pela luta dos direitos humanos dos povos indígenas.

Manuela e Carlos Pérez, líder indígena, se conhecem e se apaixonam. Em certo ato contra o governo, reprimido com força pela polícia, Manuela é presa. Carlos e uma pequena multidão se aglomeram na tentativa de libertar Manuela. Ele segura um cartaz onde está escrito “Te amo, Manuela”. Carlos reitera em uma entrevista que “o grande pecado de Manuela é amar Carlos Pérez”. A paixão dos dois ganha contornos políticos desestabilizadores.

Vale dizer que o maior oponente do casal é Rafael Correa, legítimo representante da esquerda latino-americana que chegou ao poder no início dos anos 2000. O “correísmo” é inaugurado e, após sucessivas reeleições o presidente se une aos militares contra os direitos indígenas, num sistema extrativista e neo-liberal.

O amor de Carlos por Manuela comove os equatorianos até mesmo porque há um mito fundador do país, que passa pelo romance de Bolívar com sua amante, que se chamava…. Manuela! Para muitos, a esperança por dias melhores passa pela união do casal no presente.

A história retratada em “La Manuela” é notável, rara, com personagens de grande complexidade! E nós não ficaremos na superfície das reportagens de TV. A amizade e cumplicidade entre a cineasta, Clara, e a personagem, Manuela, permite que a intimidade do casal venha à tona, no filme. É possível compreender a repercussão pública ao mesmo tempo em que os vemos se beijando ardorosamente em um pequeno elevador. Temos a intimidade de um casal que vive um amor improvável, capaz de mobilizar boa parte de um país.

Verdade que Manuela é um personagem complexo, de difícil definição. Ela é expansiva, apaixonada e bem articulada. Manuela sorri naturalmente, mesmo quando triste. Em alguns momentos, ela parece estar deslumbrada com a repentina fama. Em outros, ela fala com genuína propriedade sobre o processo político e econômico pelo qual passa não apenas o Equador, mas toda a America Latina.

Já Carlos é retraído. Ele fala bem, mas sempre de forma reservada. Ele é carinhoso e apaixonado! É linda a cena em que Carlos chega ao aeroporto do Rio e surpreende Manuela, que está nervosa à espera do amado. Manuela é consciente da elaboração do filme. Ela está à vontade diante da amiga e da câmera. Carlos, por sua vez, se contrai, parece não gostar daquele jogo.

As situações contraditórias se sucedem com a estadia de Carlos no Rio de Janeiro. É desconcertante ver o líder indígena, que viaja com uma mala pequena e poucas roupas, abrigado em um apartamento típico de uma família da elite carioca, que pertence à mãe da mãe de Manuela. Carlos e Manuela vêem de classes sociais distintas. Há um incômodo no fato, mas também boa dose de romantismo sobretudo pela teimosia e resistência dos dois em manter o relacionamento vivo, contra tudo e todos. Verdadeiros Romeu e Julieta, numa roupagem bastante singular.

Em contraposição à intensidade romântica de cerca de dois terços do filme, os momentos derradeiros são melancólicos. A separação que parecia provisória se torna constante e a tristeza consome o casal. A ligação pelo skype possui um delay irritante. Manuela quer definir as coisas, exige um posicionamento mais firme de um companheiro que mal consegue respirar, por não saber o que fazer.

“La Manuela” é um filme único, capaz de suscitar debates os mais variados e acalorados. Para mim, trata-se de uma das grandes descobertas desse Panorama.

 

O primiero ato é de intensidade! Depois, vem a separação e melancolia.

A forma como os dois reagem é distinta. Manuela é calorosa, Carlos tem o olhar perdido. Isso a inquieta loucamente. Ela é expansiva, ele para dentro

O skype não funciona. Há um delay que a enerva.

A identidade indígnea. Passaportes indígenas.

Dois anos depois o temporário se tornou permanente. Sorriso nervosos de Carlos

O retórico perdeu as palavras. Ele sorri. “Não consigo nem respirar”.

“Temos força suficiente para lutar. E temos muitac oisas ara perservar”

 

 

 

Pensando em estudar espanhol, Manuela é convidada para lecionar em uma Universidade no país. Assim, os anos vão passando até que Manuela conhece o líder indígena Carlos Pérez, que se opõe

 

“La Manuela”, longa de estreia de Clara Linhart, é um filme que me desafia. A protagonista Manuela me desafia

 

 

Filhas de exiladas políticas brasleiras e pais franceses. Dos seis aos 17 anos

A mãe dela é arrogante…. aborad o cônsul de uma forma arrogante….

Diversos materiais, programas de TV do Equador,

O líder equatoriano, indígena, com a placa “Te amo Manuela”.

Carlos Pérez, maior liderança indígena do Equador, ECUARUNARI

“Manuela, te amamos” manifestção em frente

Manuela é solta e está muito confiante “Daqui, não vão me tirar”. Ela tem esperança!

Não tem visto, mas não foi deportada. Um limbo jurídico.

O amor como diemensão política, macropolítica

Há algo profundamente incômodo naquela foto, naquela cena inicial.

Mulheres que se uniam contra um governo de esquerad

Ressonância histórica, mulheres

A história se repetia no corpo de uma de suas filhas.

Incredubilidade e “falahmos”

Expulsa não por uma ditadura, mas por um governo de esquerda eleito democraticamente. Seus abraços de solideraidade misturavam uma mistura de incredulidade e impotência.

A crise da esquerda em toda américa latina

Governos de esquerda que seguiram sendo extrativistas são pós neo-liberalis, mas não são pós-capitalistas

O sistema judiciário está nas mãos do executivo, são autoritários

Início de um exílio que não tinha data para acabar

Contrsste incrível da elite carioca com os indígineas do equador

“O que a gente quer com essa esquerda?”

Reflexão sobre a esquerda no Brasil a partir do Equador

Marcha contra leis autoritárias, uma delas, a reeleição indefinida

Ela tinha vontade de voar de parapente. Ela não tinha trabalho e o Equador tinha montanha. Ela consguiu uma posiçao na universidade. Pensou em ir por um ano. Aprende espanhol, doutorado sobre direitos humanos, a base dela nos últimos dez anos foi o Equador.

Tem uma intimidade entre vocês duas…. você sempre aparece sorrindo, mesmo quando narra algum evento negativo.

Diversas estratégias (entrevista, arquivo, cinema direto)

Loira e estrangeira num país racista, PHD num país classista… muitos discursos se encaixaram na imagem dela.

Heroínas manuelas.

O mito fundador do Equador é o Bolívar e a Manuela Seinz que era a amante do Bolívar que ajuda ele, fazendo espionagem. A bruxa estatal separa Romeu e Julieta. O amor é a base de uma nação livre do correísmo.

Uma puta intimidade entre Clara e Manuela

Que cena linda quando Carlos entra em quadr e abraça Manuela!

Quando ela pede um beijo, ela tem noção total da câmera, do filme. Ele quebra quando vai abraçar Clara e a imagem se perde.

Carlos está acostumado com as câmeras. Ela não está acostumada com as câmeras. Manu o agarra, dá um beijo de língua.

Uma empregada doméstica com uniforme.

 

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